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Caso Benício: Justiça manda advogado de médica apagar foto de criança e trecho de publicações em redes sociais

Amazonas Polícia

A Justiça do Amazonas ordenou que o advogado Sérgio Ricardo de Figueiredo Menezes, defensor da médica Juliana Brasil — ré no processo pela morte do menino Benício Xavier —, remova conteúdos específicos de suas redes sociais. O profissional tem o prazo de 48 horas para retirar a foto da criança e a frase “eu não matei Benício” de suas publicações, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a dez dias.

Entenda o caso

Benício, de apenas 6 anos, faleceu em 23 de novembro de 2025. Investigações concluíram que o menino foi vítima de erro médico após receber uma dosagem de adrenalina por via inadequada durante um atendimento hospitalar em Manaus. A substância, aplicada de forma equivocada, causou múltiplas paradas cardíacas na criança, que não resistiu.

Direito à imagem e dignidade

A determinação judicial surgiu após os pais de Benício, Bruno Mello e Joyxe Xavier, acionarem a Justiça alegando uso indevido da imagem do filho. O juiz responsável pelo caso entendeu que, mesmo após o falecimento, os familiares possuem o direito de zelar pela imagem da criança, destacando que a foto não era essencial para que o advogado apresentasse seus argumentos de defesa.

Limites na exposição

O magistrado fez uma distinção clara sobre os termos utilizados. Embora o uso do termo “Caso Benício” tenha sido autorizado por já ser de conhecimento público e tratar de um tema de grande repercussão, a frase “eu não matei Benício” foi duramente criticada. Segundo a decisão, o uso dessa expressão beira o sensacionalismo e causa ofensa direta à honra dos pais, que vivem o luto pela perda precoce do filho.

O que acontece agora

A ordem judicial não exige que todas as postagens sejam apagadas, mas pontua que, caso a edição dos conteúdos não seja possível, a postagem deve ser removida por completo. Além disso, o juiz autorizou que, em caso de novas postagens com o conteúdo proibido, plataformas digitais sejam notificadas para a remoção imediata, sem a necessidade de uma nova decisão da Justiça.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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