Um relatório explosivo da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou um gasto questionável do Governo do Amazonas que chama a atenção pela magnitude dos valores. Entre 2014 e 2023, o Estado desembolsou R$ 22,1 milhões apenas com o aluguel de um mamógrafo. Segundo os auditores, o montante seria suficiente para adquirir 237 equipamentos novos, evidenciando um cenário de possível sobrepreço.
Gestão sob suspeita
A auditoria, realizada em unidades da rede estadual de saúde, aponta indícios graves de má gestão, superfaturamento e falhas na fiscalização de contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). O documento detalha que, além do mamógrafo, há registros de equipamentos que nunca foram entregues, aparelhos parados por falta de manutenção e pagamentos realizados sem qualquer cobertura contratual vigente.
Caos nos hospitais
As fiscalizações presenciais pintaram um quadro preocupante na rede pública. No Hospital Universitário Francisca Mendes, por exemplo, aparelhos de hemodinâmica quebrados travam a realização de exames, aumentando as filas de espera. Já na Policlínica Cardoso Fontes, a situação é ainda mais crítica: um contrato milionário de esterilização não estava sendo cumprido, forçando profissionais a utilizarem meios precários, como botijões de gás, para higienizar materiais hospitalares.
Despesas indenizatórias em alta
O relatório da CGU também destaca o crescimento vertiginoso das chamadas despesas indenizatórias — pagamentos feitos por serviços prestados sem contrato formal. Esses gastos saltaram de R$ 296,4 milhões em 2020 para R$ 558,1 milhões em 2023. O Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre os apontamentos da auditoria federal.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

