O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário crítico após um final de semana marcado por temporais severos. Segundo o último boletim do Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec), as chuvas já impactaram 218 municípios e deixaram 59.967 pessoas afetadas em todo o território gaúcho.
Impacto na população e infraestrutura
O rastro de destruição causado pelo evento meteorológico inclui inundações, alagamentos, quedas de árvores e destelhamentos. Além dos danos materiais, que paralisaram serviços essenciais como o fornecimento de energia elétrica, o número de pessoas fora de casa é expressivo: são 488 desabrigados e 762 desalojados.
A região do Vale do Taquari, composta por 40 cidades, concentra 91,6% de toda a população desabrigada do estado. Entre as cidades mais atingidas, Lajeado lidera as estatísticas com 321 desabrigados, seguida por Encantado e Estrela.
Apoio federal e situação de emergência
Para lidar com a crise, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil mantém equipes na região pelo menos até o dia 31 de julho. O objetivo é coordenar a assistência humanitária e o restabelecimento de serviços básicos. Até o momento, 17 municípios tiveram a situação de emergência oficialmente reconhecida pelo governo federal.
Com o reconhecimento oficial, as prefeituras ganham amparo legal para solicitar verbas da União. Os recursos são fundamentais para garantir suprimentos emergenciais, como cestas básicas, água mineral, kits de higiene e limpeza, além de custear a alimentação das equipes de resgate e voluntários.
Alerta máximo para novos temporais
A Defesa Civil mantém um alerta vermelho para o risco de inundações nos rios dos Sinos, Uruguai e Jacuí. Municípios como São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul estão sob monitoramento rigoroso. A previsão de instabilidade segue até a próxima terça-feira (28).
Paralelamente, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém todo o estado em alerta amarelo. A previsão indica chuvas de até 50 mm por dia, ventos fortes de até 60 km/h e potencial queda de granizo. As autoridades reforçam a necessidade de que os moradores evitem áreas de risco, busquem locais seguros e sigam estritamente as orientações das equipes de socorro, evitando retornar a áreas evacuadas enquanto o perigo persistir.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

