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Ondas de calor extremo deixam rastro de morte na Espanha

Brasil e Mundo

Crise climática na Europa

A Espanha enfrentou um verão dramático. Dados oficiais do Ministério da Saúde espanhol revelam que 2.149 pessoas perderam a vida em agosto devido a causas diretamente ligadas ao calor extremo. O número reflete a severidade das ondas de calor que atingiram a Europa Ocidental, mantendo-se como o segundo registro mais alto desde o início das estatísticas em 2015.

Um verão de recordes preocupantes

O monitoramento realizado pelo sistema MoMo indicou que, entre meados de maio e o fim de agosto, o calor foi responsável por um total alarmante de 5.234 óbitos. A Catalunha foi a região mais afetada, concentrando 1.164 dessas mortes, seguida pelas comunidades de Valência e Andaluzia.

Idosos são o grupo mais vulnerável

O perfil das vítimas reforça a fragilidade dos grupos de risco: dos 2.149 falecimentos registrados no último mês, 2.064 eram pessoas com mais de 65 anos. O calor intenso não apenas causa insolação, mas também agrava severamente doenças cardiovasculares e respiratórias preexistentes.

Sem trégua no horizonte

A situação meteorológica na Espanha segue em alerta. A agência Aemet prevê para os próximos dias uma onda de calor atípica para o início de setembro, com termômetros superando os 35°C no interior do país. O fenômeno das ‘noites tropicais’, onde a temperatura não cai abaixo dos 20°C, continua a ser um desafio para a saúde pública e para o bem-estar da população espanhola.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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