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TSE reforça que empresa venezuelana não forneceu urnas ao Brasil

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TSE rebate fake news sobre origem das urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, nesta terça-feira (22), que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares para o sistema eleitoral brasileiro. A declaração ocorre após a propagação de informações falsas por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, que afirmou — sem apresentar provas — que os equipamentos utilizados no Brasil seriam de fabricação da referida empresa.

Por meio da página “Fato ou Boato”, o Tribunal reiterou o posicionamento oficial adotado desde 2017. “Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, destacou o órgão.

Desenvolvimento nacional e transparência

O TSE esclareceu que as urnas brasileiras são projetadas integralmente por servidores e técnicos especializados da própria Justiça Eleitoral. A fabricação dos equipamentos ocorre sob coordenação direta desses profissionais, por meio de empresas selecionadas via licitações públicas de ampla concorrência, o que, segundo o tribunal, assegura a integridade e a transparência do pleito.

Quanto à Smartmatic, o órgão informou que a companhia teve, no passado, apenas contratos para a prestação de serviços periféricos de conexão de dados e voz, sem qualquer participação na operação ou desenvolvimento do software de votação. Além disso, a empresa chegou a participar de um processo licitatório para a fabricação de novas urnas em 2020, mas perdeu a disputa para a empresa brasileira Positivo.

O uso de documentos da CIA fora de contexto

Durante o evento “Debating Brazil”, Flávio Bolsonaro utilizou um documento recém-desclassificado da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos para tentar associar o sistema brasileiro à Smartmatic. O relatório em questão analisa denúncias de fraudes em eleições venezuelanas ocorridas entre 2004 e 2020.

No entanto, o conteúdo do documento não corrobora as afirmações do senador. O relatório da CIA afirma que a comunidade de inteligência dos EUA “não confirmou de forma definitiva a execução bem-sucedida de fraudes eletrônicas em larga escala em eleições venezuelanas específicas”, concluindo que outros fatores seriam mais relevantes para explicar os resultados daquele país.

Posicionamento da campanha

Em nota, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro negou que o parlamentar tenha questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Segundo o comunicado, o senador apenas relatou fatos públicos, como a divulgação do relatório da CIA sobre a Venezuela e eventos anteriores envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A equipe de campanha reforçou, no texto, que Flávio Bolsonaro confia no sistema de votação do país e defende a presença de missões de observação internacional para fortalecer a transparência e a confiança pública nas eleições.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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