Operação contra irregularidades
O Poder Judiciário do Amazonas enfrenta um momento crítico após o afastamento de três magistrados e um servidor, determinado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida, executada durante a gestão do ministro Mauro Campbell Marques, visa apurar um esquema que teria desviado quase R$ 150 milhões da Eletrobras através de decisões judiciais suspeitas.
Esquema em Presidente Figueiredo
A investigação aponta que o processo, que tramitava na Comarca de Presidente Figueiredo, apresentava uma celeridade incomum, incompatível com a carga de trabalho da unidade. O desembargador Elci Simões de Oliveira e o juiz Jean Carlos Pimentel dos Santos foram os primeiros a serem retirados de suas funções, em fevereiro de 2025, por falhas na análise de legitimidade de beneficiários e documentos.
Desdobramentos e novas punições
Poucos dias após o primeiro afastamento, o cerco se fechou para outros membros do tribunal. O juiz Roger Luiz Paz de Almeida, da Vara de Execuções de Medidas e Penas Alternativas (Vemepa), e o servidor Gean Carlos Bezerra Alves também foram afastados. Eles são acusados de atuar em conjunto para restringir a defesa da Eletrobras, permitindo a liberação de mais de R$ 100 milhões em valores já prescritos.
Compromisso com a integridade
O ministro Mauro Campbell reforçou que o CNJ mantém uma postura rígida em defesa da honra da magistratura. Segundo o corregedor, a conduta dos envolvidos gerou um desgaste severo à imagem do Judiciário amazonense e fere diretamente os princípios constitucionais de imparcialidade e igualdade que devem nortear o exercício do Direito.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

