Com a chegada do verão amazônico, marcado pelo aquecimento das águas do Atlântico e pelos efeitos do El Niño, o calor extremo e a baixa umidade se tornaram desafios constantes em Manaus. Para quem não abre mão da atividade física, o cuidado deve ser redobrado: treinar sob sol forte sem a devida precaução pode transformar o exercício em um risco grave à saúde.
O corpo sob pressão
Durante o esforço físico intenso em altas temperaturas, o sistema cardiovascular é levado ao limite. A nutricionista Raquel Souza explica que o corpo desvia o fluxo sanguíneo para a pele para tentar dissipar o calor, o que eleva a frequência cardíaca. Quando a umidade está alta, o suor demora a evaporar, impedindo o resfriamento natural e facilitando a desidratação.
Sinais de alerta
É preciso estar atento aos limites do corpo. Sinais como fraqueza excessiva, tontura, dor de cabeça e náuseas são alertas de exaustão. Em casos mais graves, que envolvem confusão mental ou perda de consciência, trata-se de uma emergência médica chamada intermação. Nestas situações, é vital parar imediatamente, procurar um local fresco e buscar auxílio médico.
Dicas para não parar de se exercitar
A profissional de educação física Irene Samilla reforça que a organização é a chave para manter a constância. Em Manaus, o ideal é fugir do sol das 10h às 16h. Priorize as primeiras horas da manhã ou o final da tarde.
Além disso, o uso de roupas leves, claras e tecidos que facilitam a ventilação é indispensável. Não esqueça do filtro solar e, claro, da hidratação constante. Em treinos mais longos, considere o uso de bebidas isotônicas para repor os sais minerais perdidos através do suor. Lembre-se: adaptar a intensidade do treino ao clima não é um retrocesso, mas uma estratégia inteligente para garantir longevidade na prática esportiva.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

