Reforço bilionário contra a criminalidade
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou um aporte expressivo para a segurança pública na América Latina e no Caribe. Diante de uma demanda crescente por soluções contra o crime organizado, o fundo de financiamento foi ampliado de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões, com vigência até 2028. A decisão foi comunicada durante a Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, realizada em Brasília.
Um cenário alarmante
O presidente do BID, Ilan Goldfajn, revelou que cerca de 60% das metas previstas para três anos foram atingidas em apenas doze meses, evidenciando a urgência do tema. O dado que justifica o esforço é preocupante: a América Latina abriga apenas 8% da população global, mas é palco de aproximadamente 33% dos homicídios registrados no mundo.
Sufocar as finanças do crime
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou a importância de ir além do combate direto nas ruas. Para o governo, a estratégia central é a desarticulação financeira das facções criminosas. Com a globalização, o crime organizado passou a operar em rede e utiliza o sistema financeiro internacional para lavar e movimentar recursos ilícitos com agilidade.
Força-tarefa integrada
Um dos pontos altos do evento foi a adesão da Interpol à Força-Tarefa de Resposta Rápida, mecanismo que oferecerá assistência técnica especializada a países em crise. No âmbito nacional, Brasil e BID assinaram um memorando que destina até R$ 5 bilhões ao programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, focando em inteligência, combate ao tráfico de armas e modernização do sistema prisional. O Brasil assume, a partir de agora, a presidência temporária da Aliança, liderando o bloco de 23 países membros.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

