onibus 677 trafegando pela avenida autaz mirim durante o horario de pico desta quarta 22 no 3deg dia da paralisacao dos rodoviarios em manaus foto natalia povoas rede amazonica

Após três dias, rodoviários encerram paralisação e ônibus voltam a circular em Manaus, diz sindicato

Amazonas

A rotina dos manauaras voltou à normalidade nesta quarta-feira (22). Após três dias de paralisação, os rodoviários encerraram o movimento grevista e os ônibus do transporte coletivo voltaram a circular normalmente pela capital amazonense. A decisão de retomar as atividades foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, após as empresas efetuarem o repasse dos salários atrasados da categoria.

Entenda o motivo da paralisação

O movimento teve início na segunda-feira (20), quando os rodoviários cruzaram os braços devido ao não pagamento da primeira parcela dos salários, prazo que havia sido estabelecido anteriormente pela Justiça. O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, confirmou que, com a regularização dos pagamentos, a ordem foi o retorno imediato ao trabalho. Durante o período de greve, a categoria seguiu a determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), mantendo 80% da frota circulando nos horários de pico e 50% nos demais intervalos.

O impasse sobre as dívidas

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) justificou o atraso nos salários alegando um rombo financeiro bilionário. Segundo a entidade, existe uma pendência de R$ 90,1 milhões relacionada ao Passe Livre Estudantil. O Sinetram afirma que desse montante, R$ 44 milhões seriam responsabilidade do Governo do Amazonas e o restante da Prefeitura de Manaus.

Troca de farpas entre Governo e Prefeitura

O cenário de cobranças gerou um jogo de empurra entre os poderes. A Prefeitura de Manaus negou veementemente qualquer pendência referente ao ano de 2026, informando que já repassou R$ 284 milhões ao sistema neste ano. No entanto, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) admitiu que existe um passivo histórico de R$ 150,4 milhões referente a anos anteriores, dividido entre o Estado e o município.

Já o Governo do Amazonas, por meio do vice-governador Serafim Corrêa, contestou os números apresentados pelo Sinetram. O Estado reconheceu uma dívida de apenas R$ 18 milhões, referente aos meses de fevereiro a julho de 2026, montante que foi transferido aos cofres das empresas na última terça-feira. “Fizemos a nossa parte. Assunto encerrado”, declarou o vice-governador nas redes sociais.

A divergência sobre o valor da tarifa

O epicentro do conflito reside no valor de cálculo da passagem estudantil. O Estado defende o pagamento de R$ 2,50, correspondente ao valor da meia-passagem, enquanto o Sinetram exige que o acerto seja feito com base na tarifa técnica — o custo real de operação do sistema —, que ultrapassa os R$ 8. Esse embate jurídico e financeiro persiste desde 2025, quando o convênio que custeava o passe livre entre Estado e Município foi encerrado, forçando o Governo a buscar a via judicial para garantir o benefício aos alunos da rede estadual.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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