captura de tela 2026 08 22 163216 2

Dois anos após morte de babá em Manaus, mãe clama por Justiça e marcação de júri popular

Amazonas

A espera angustiante por justiça

Dois anos após o brutal assassinato de Geovana Costa Martins, a dor de sua mãe, Marta Costa, segue latente. A jovem, que tinha apenas 20 anos, foi vítima de tortura e espancamento em agosto de 2024, em Manaus. Agora, enquanto a família aguarda a definição da data do julgamento, a demora se torna um fardo que reabre feridas e traz à tona memórias dolorosas do crime.

Réus a caminho do banco dos réus

A Justiça do Amazonas determinou que os acusados do crime, Camila Barroso da Silva — ex-patroa da vítima — e Antonio Cheton Lopes de Oliveira, sejam submetidos ao Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia, proferida em abril e consolidada em julho deste ano, marca o avanço para a fase final do processo. No entanto, a ausência de uma data definida para o julgamento tem causado revolta e insegurança aos familiares.

Cárcere e exploração

As investigações da Polícia Civil revelaram um cenário de horror. Geovana era mantida em cárcere privado e submetida à exploração sexual por Camila. A mãe da jovem relatou que, semanas antes da tragédia, desconfiava da relação abusiva e das exigências estranhas feitas pela ex-patroa, incluindo a sugestão de uso de medicamentos e planos de viagens suspeitos. A jovem foi encontrada morta em uma área de mata no bairro Tarumã, com sinais claros de violência.

Indignação com a liberdade

Atualmente, Camila Barroso cumpre prisão domiciliar, após a conversão de sua prisão preventiva em novembro de 2024. Para Marta, ver a acusada fora do sistema prisional enquanto sua filha permanece enterrada é uma injustiça que torna o luto ainda mais difícil. “Hoje eu não tenho minha filha e ela está tendo a liberdade dela. O que vai sossegar o meu coração é saber que eles foram condenados”, desabafou a mãe, que espera ansiosamente pela celeridade do judiciário para que o caso não caia no esquecimento.


Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *