whatsapp image 2022 12 06 at 10.01.25

Justiça determina perda de mandato do vereador de Manaus Jaildo Oliveira e convocação de suplente do PT

Amazonas Política

Justiça determina saída imediata de Jaildo Oliveira da CMM

Uma decisão liminar do juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 4ª Vara da Fazenda Pública, determinou a perda do mandato do vereador Jaildo Oliveira (PV). O magistrado ordenou que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) declare a vacância do cargo e proceda com a convocação imediata do suplente da legenda, o ex-vereador Sassá da Construção Civil (PT).

O motivo da cassação

A determinação judicial atende a um mandado de segurança movido pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). O partido argumentou que Jaildo Oliveira possui condenação definitiva — com trânsito em julgado — que exige o ressarcimento aos cofres públicos por irregularidades no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Segundo o PT, a permanência do vereador no posto fere a legislação e impede a correta representação da sigla no Legislativo municipal.

O que diz a decisão

Ao conceder a liminar, o juiz foi enfático ao declarar que a perda do mandato não depende de votação do plenário da Câmara ou de nova análise jurídica, tratando-se de uma medida declaratória. A decisão exige que a presidência da CMM suspenda imediatamente os pagamentos de subsídios ao parlamentar e todas as suas atividades legislativas. Em caso de descumprimento, foi fixada uma multa diária de R$ 2 mil, limitada a 30 dias.

Entenda o caso

A condenação que resultou na perda do cargo é referente ao uso irregular da CEAP entre os anos de 2010 e 2011. Na época, despesas como alimentação, combustível e publicidade não tiveram comprovação de vínculo direto com a atividade parlamentar. O vereador foi condenado a devolver R$ 101,5 mil aos cofres públicos. Após diversas tentativas de recurso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a condenação, encerrando as possibilidades de novos questionamentos sobre o mérito da decisão.

Até o fechamento desta reportagem, a Câmara Municipal de Manaus não havia se posicionado sobre o cumprimento da ordem judicial. O AM Direto segue acompanhando os desdobramentos do caso.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *