O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou oficialmente a operação de emergência na empresa Innova, localizada no Distrito Industrial de Manaus, após uma semana de monitoramento intensivo. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22), após vistorias confirmarem que o tanque, que sofreu um vazamento de monômero de estireno no último dia 15, permanece estável e sem emissão de gases tóxicos.
Fim da operação de crise
O coronel Orleilso Muniz, comandante-geral dos bombeiros, afirmou que o cenário está totalmente controlado. Com a conclusão dos trabalhos, a estrutura de suporte montada no entorno da fábrica foi desmobilizada. A partir de agora, a responsabilidade pela destinação final do material e a remoção do tanque atingido cabe à empresa, em um processo que deve levar meses. O governo estadual garantiu que continuará acompanhando a situação, mantendo as equipes de prontidão para qualquer eventualidade.
Investigação sobre as causas
O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) segue com o trabalho de perícia técnica na Unidade IV da Innova. Com o auxílio de drones, os peritos buscam entender o que causou a reação química espontânea dentro do reservatório. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) conduz o inquérito e não estipulou prazo para a conclusão do laudo, justificando que a complexidade e a quantidade de vestígios a serem analisados exigem rigor técnico.
Impactos no Distrito Industrial
O vazamento causou um efeito cascata no Polo Industrial de Manaus. Mais de 20 empresas precisaram suspender suas atividades, e a Suframa adotou o regime de trabalho remoto durante parte do período crítico. A população, no entanto, expressou preocupação. Moradores da região próxima à fábrica relataram que nunca receberam orientações claras sobre como proceder diante de um acidente químico de grandes proporções, expondo uma falha na comunicação preventiva entre as indústrias e a comunidade local.
Multas milionárias
A Innova enfrenta uma série de autuações pesadas. O valor total das multas aplicadas pelo poder público — que envolve órgãos municipais e o Ipaam — já supera os R$ 22 milhões. As penalidades incluem infrações por poluição atmosférica, contaminação do solo e falhas na bacia de contenção. A empresa foi parcialmente interditada após o monitoramento, via câmeras térmicas, identificar fissuras na estrutura que agravariam o risco ambiental.
O perigo do monômero de estireno
O acidente, iniciado na tarde do dia 15, gerou um forte odor que atingiu bairros inteiros e forçou a evacuação de estabelecimentos comerciais nas redondezas. Especialistas alertam que o monômero de estireno, matéria-prima essencial para a fabricação de plásticos e isopor, pode ser altamente nocivo. A inalação do gás pode provocar desde irritações severas nas vias aéreas e olhos até tonturas, náuseas e dores de cabeça, reforçando a importância da vigilância constante sobre as plantas químicas instaladas na capital amazonense.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

