A inovação tecnológica made in Amazonas deu um passo importante para o Brasil. Mais de 10 mil mudas nativas do Cerrado, localizadas em Paracatu (MG), agora são monitoradas em tempo real por uma tecnologia desenvolvida pela startup amazonense Tree Earth. O projeto é uma parceria estratégica com a Fundação Rede Amazônica e a Kinross Brasil Mineração.
Rastreabilidade de alta precisão
A plataforma utilizada pela startup utiliza ferramentas de ponta, como georreferenciamento de alta precisão, monitoramento via satélite e o registro de dados em blockchain. Com essa estrutura, cada muda ganha um “RG digital”, permitindo que técnicos acompanhem a localização exata, a evolução do crescimento e todo o histórico ambiental da área, que abrange mais de 10 hectares anteriormente degradados pela mineração.
Transparência e resultados
O objetivo é criar um sistema confiável de Mensuração, Reporte e Verificação (MRV), essencial para garantir a transparência em projetos de restauração ecológica. Segundo Vicente Tino, CEO da Tree Earth, essa digitalização cria uma base sólida para auditorias e certificações ambientais futuras, indo muito além do simples plantio de árvores.
Impacto social e sustentável
O projeto não foca apenas na tecnologia, mas no impacto comunitário. As 10 mil mudas monitoradas são fruto do Programa de Viveiros Comunitários da Kinross, que envolve 20 famílias da comunidade de Santa Rita. Além de recuperar o Cerrado com espécies nativas, a iniciativa gera renda para a população local, servindo agora como um modelo nacional de como a expertise da Amazônia pode transformar a gestão ambiental em todo o território brasileiro.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

