A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Militar (PMAM) deram início a uma investigação rigorosa para apurar a conduta dos detentos envolvidos na rebelião que agitou o Núcleo Prisional da Polícia Militar, localizado na BR-174, zona rural de Manaus. O motim, que teve início na última terça-feira (1º), foi encerrado apenas na madrugada de quarta-feira (2).
Entenda o caso
Durante o episódio de revolta, quatro policiais militares que realizavam a guarda da unidade — um major e três soldados — foram feitos reféns. A situação só foi normalizada após uma operação de grande escala, que contou com o apoio de tropas de elite, incluindo Bope, Rocam, Cavalaria e o 1º Batalhão de Choque. A intervenção foi bem-sucedida e terminou sem feridos.
Motivações e supostas regalias
Segundo relatos obtidos, a revolta teria sido motivada por mudanças na gestão da unidade prisional, como a alteração no dia das visitas e a suspensão de benefícios não especificados. Familiares dos internos alegam que a postura da atual gestão do presídio teria gerado insatisfação. Durante o ato, os detentos danificaram celas e destruíram câmeras de monitoramento.
Próximos passos
Todo o material coletado pela Polícia Militar será encaminhado ao Ministério Público do Estado (MPAM) e à Justiça Militar. O caso acende um alerta sobre a segurança no novo Núcleo Prisional, que recebe policiais militares detidos desde a desativação da antiga unidade na Zona Norte de Manaus, ocorrida após uma fuga em massa de 23 internos no início deste ano.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

