Oportunidade que rompe fronteiras
Estudar fora do Brasil é o desejo de muitos jovens, mas o sonho frequentemente esbarra em barreiras financeiras e acadêmicas. Para transformar essa realidade, o Fundo Baobá, referência em equidade racial, lançou o programa Black STEM. A iniciativa acaba de selecionar três estudantes brasileiros negros, que receberão R$ 42 mil cada para cobrir custos de permanência em universidades de excelência no exterior.
Histórias de superação e foco no futuro
Os contemplados representam a força da juventude brasileira. Caio Ramos, do Rio de Janeiro, enfrentou desafios intensos durante a pandemia, incluindo a gestão de doenças degenerativas na família, e agora parte para o Dubai Institute of Design and Innovation, nos Emirados Árabes. Já a fluminense Quezia Fernanda, estudante de Engenharia Elétrica, levará seu conhecimento técnico para a Universidade de Jaén, na Espanha, com foco em energias sustentáveis.
O terceiro bolsista, o baiano João Vitor, traz sua vivência no Recôncavo Baiano e o contato com comunidades quilombolas para o curso de Ciência da Computação na prestigiada Northwestern University, nos Estados Unidos. A trajetória do jovem, marcada pela identificação com outros estudantes brasileiros no exterior, inspira novos talentos.
Mais que recursos financeiros: uma rede de apoio
O programa Black STEM vai além do aporte financeiro. Segundo Giovanni Harvey, diretor-executivo do Fundo Baobá, a iniciativa oferece suporte psicológico, mentorias de carreira e uma rede de conexões essenciais para enfrentar a solidão e os desafios da adaptação cultural. O objetivo central é garantir que jovens talentos negros ocupem posições de destaque e liderança no cenário global, combatendo desigualdades históricas no acesso à educação de ponta.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

