A trajetória de Eriberta da Silva Gomes, técnica de enfermagem em Manaus, é um retrato da coragem necessária para romper o ciclo da violência doméstica. Em 2018, o que deveria ser um ambiente de segurança transformou-se em um pesadelo frequente, com agressões ocorrendo na calada da noite.
A luta por sobrevivência
“Eu já me via morta”, desabafa Eriberta ao relembrar o período em que seu ex-companheiro, aparentemente um homem comum e sem vícios, a agredia enquanto dormia. A situação era agravada pelo trauma causado aos seus dois filhos, que frequentemente despertavam em meio às discussões e ao medo das agressões.
O divisor de águas
Após dois anos de calvário, a virada aconteceu em 2020. Eriberta buscou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, onde obteve uma medida protetiva. O processo de distanciamento, porém, não foi simples: o agressor resistiu em sair do imóvel, sendo necessária a intervenção oficial da Justiça para garantir a segurança da família.
Rede de apoio e reconstrução
Com o auxílio do Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream), Eriberta e seus filhos iniciaram um acompanhamento psicológico essencial para superar o trauma. Hoje, a sobrevivente celebra a nova fase de sua vida, focada nos estudos e na carreira como massoterapeuta, além de planejar a criação de um grupo de apoio para outras mulheres.
Onde pedir socorro em Manaus
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, é uma ferramenta fundamental de proteção. Se você ou alguém que você conhece vive essa realidade, não se silencie. O apoio está disponível através do Ligue 180 ou nas Delegacias Especializadas em Crimes Contra a Mulher, localizadas nos bairros Parque 10, Colônia Oliveira Machado e Cidade de Deus.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

