O silêncio que antecede a agressão
A violência doméstica no Amazonas possui contornos que vão muito além das marcas físicas. Para a psicóloga manauara Andréia Batista, que viveu o trauma em dois relacionamentos, a agressão começou silenciosa, mascarada por manipulação, críticas constantes e a tentativa de fazer com que a vítima duvidasse de si mesma. Segundo ela, reconhecer esses sinais precoces é o primeiro passo para romper um ciclo que, muitas vezes, é sustentado pelo medo do julgamento social.
Superação e a coragem de denunciar
Andréia lembra que, em suas experiências anteriores, o peso da culpa e a preocupação em preservar a imagem do agressor dificultaram a busca por justiça. Foi somente com o suporte decisivo de familiares e amigos que ela conseguiu romper os laços. Hoje, a psicóloga transforma sua própria vivência em ferramenta de acolhimento para outras mulheres em Manaus, reforçando que o trauma não define o futuro de ninguém.
Canais de proteção em Manaus
Ao completar duas décadas da Lei Maria da Penha, o reforço da rede de proteção é vital. Em Manaus, vítimas de violência podem buscar amparo nas Delegacias Especializadas em Crimes Contra a Mulher (DECCM), localizadas nos bairros Parque 10, Colônia Oliveira Machado e Cidade de Deus. Além disso, o suporte pode ser acionado via 190 (Polícia Militar) ou pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento gratuito e sigiloso disponível 24 horas por dia.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

