A colheita de soja em Roraima deu início sob um cenário de preocupação extrema. O que deveria ser um período de celebração para o agronegócio amazonense foi severamente impactado pela estiagem prolongada, impulsionada pelo fenômeno El Niño, que comprometeu o desenvolvimento das lavouras em todo o estado.
Prejuízo bilionário no campo
As estimativas da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) são alarmantes: o estado corre o risco de perder cerca de 260 mil toneladas de grãos. O impacto financeiro é sentido diretamente na economia local, com uma estimativa de R$ 500 milhões que deixarão de ser injetados no campo. Considerando toda a cadeia produtiva, o prejuízo acumulado para Roraima pode ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões.
Desafios na lida diária
Nas fazendas, como na Flórida do Norte, em Boa Vista, os produtores enfrentam o desafio de colher o que restou de uma safra marcada pela escassez hídrica. A falta de chuvas em momentos críticos, como na floração e no enchimento dos grãos, prejudicou o peso final da produção. Mesmo com o cenário adverso, os agricultores mantêm a resiliência característica do setor, ajustando o manejo conforme a disponibilidade de cada talhão.
O peso do clima
Embora a área plantada no estado tenha registrado um crescimento, atingindo mais de 144 mil hectares em 2026, a natureza impôs um ritmo diferente do esperado. O produtor Lucas Cavalca resume o sentimento da categoria: o foco agora é a adaptação contínua e a busca por soluções diante de um dos anos mais desafiadores para o agronegócio roraimense.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

