Devido à recente confirmação de novos casos de sarampo no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde lançou um alerta urgente para que a população brasileira mantenha a caderneta de vacinação rigorosamente em dia. A medida visa evitar que a doença, altamente contagiosa, volte a se espalhar pelo território nacional.
Multivacinação em reta final
A Campanha Nacional de Multivacinação segue em curso até a próxima terça-feira (1º). O foco principal é checar a situação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, garantindo a aplicação das doses em atraso, com ênfase na tríplice viral, que blinda o organismo contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.
Cenário da doença no Brasil
Dados oficiais apontam que, em 2026, o Brasil registrou 27 casos da doença. A maior parte das ocorrências, 24 ao todo, está concentrada em uma cadeia de transmissão ativa no estado de São Paulo, afetando principalmente a capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Embora o país permaneça oficialmente livre da circulação endêmica do vírus, a vigilância sanitária permanece em alerta máximo.
Quem deve se vacinar?
O esquema de imunização segue diretrizes claras por faixa etária:
• Crianças: Duas doses, sendo a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
• Pessoas até 29 anos: Devem ter duas doses registradas no cartão, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
• Adultos de 30 a 59 anos: É recomendada a aplicação de pelo menos uma dose.
Em regiões com maior circulação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda a “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses. Vale lembrar que essa dose adicional é uma medida de proteção estratégica em áreas de risco e não substitui o calendário vacinal obrigatório aos 12 e 15 meses.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

