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Prefeitura descarta primeira morte por exposição ao gás tóxico que vazou de fábrica em Manaus

Amazonas

Sem relação com o incidente

A Prefeitura de Manaus descartou, nesta sexta-feira (24), que a morte de um idoso de 67 anos tenha sido causada pela exposição ao gás estireno, que vazou de um tanque da empresa Innova no Distrito Industrial, no último dia 15 de julho. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) concluiu que o falecimento não possui nexo causal com o acidente químico.

O paciente, que residia na Zona Sul da capital, tinha um histórico de doenças cardiovasculares e pulmonares, além de ser tabagista. Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), que conduziu a investigação seguindo protocolos nacionais e estaduais, o quadro clínico preexistente foi o fator determinante para o óbito, mesmo após o relato do idoso sobre o forte odor sentido na região.

Segunda investigação em curso

Embora o primeiro caso tenha sido descartado, as autoridades continuam apurando o óbito de um trabalhador de 66 anos, ocorrido em 19 de julho. O homem atuava no Distrito Industrial e o Cievs realiza diligências para determinar se houve, de fato, uma intoxicação pelo produto químico ou se a causa da morte é independente do vazamento ocorrido na fábrica.

Balanço dos atendimentos

Desde o início do incidente, o impacto na rede de saúde de Manaus foi significativo, com 755 atendimentos registrados tanto em unidades públicas quanto privadas. Os pacientes buscaram assistência relatando sintomas como falta de ar, náuseas, tonturas e irritação nas vias aéreas.

Atualmente, a situação está sob controle e apenas um paciente permanece sob acompanhamento médico hospitalar. A prefeitura segue monitorando a saúde da população afetada pelo vazamento que mobilizou a cidade.

O histórico do vazamento

O incidente foi provocado por uma elevação anormal de temperatura em um tanque de armazenamento de monômero de estireno da empresa Innova. A substância, utilizada na produção de plásticos e isopor, liberou vapores tóxicos que atingiram diversos bairros da capital amazonense.

Diante da gravidade da situação, que obrigou o isolamento de áreas e gerou um estado de alerta na cidade, a empresa responsável pelo vazamento foi multada em mais de R$ 20 milhões pelos danos causados à capital.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

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