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Pesquisa mostra que brasileiro projeta futuro da Seleção sem Neymar

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O início de um novo ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030 traz consigo um debate inevitável para o torcedor brasileiro: o futuro de Neymar na Seleção Brasileira. Após a frustrante eliminação nas oitavas de final da última edição, a mais precoce desde 1990, o clima entre os brasileiros é de incerteza e renovação.

O fim de uma era?

Uma pesquisa realizada pela IMO Insights indica que 46% dos torcedores acreditam que o ciclo de Neymar com a camisa da Seleção chegou ao fim. Embora o número seja expressivo, ainda não representa a maioria absoluta. Em contrapartida, 36% dos entrevistados defendem a permanência do atacante, argumentando que, aos 38 anos durante o próximo Mundial, ele ainda teria condições de contribuir, enquanto 18% não souberam opinar.

Apesar da divisão, o desgaste da imagem do craque é evidente. O estudo aponta que 67% dos brasileiros veem a saída do jogador como um passo necessário para oxigenar o elenco. Simona Karen Miranda, diretora de Operações da IMO, ressalta que o índice de rejeição ao atleta cresceu significativamente: “Os números sugerem que a discussão deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo”.

Legado e incertezas

O último Mundial foi marcado por dificuldades físicas para o camisa 10, que esteve em campo por apenas 55 minutos devido a uma lesão na panturrilha. Caso decida encerrar sua trajetória na Amarelinha, Neymar deixa um legado de 80 gols em 130 jogos, superando a marca de Pelé (77) e consolidando-se como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira. Atualmente com contrato vigente no Santos, o futuro profissional do jogador ainda permanece indefinido.

Cobranças sobre a gestão

Além da figura de Neymar, a própria estrutura do futebol brasileiro está na mira do torcedor. Com quatro trocas de comando técnico e instabilidade administrativa entre 2022 e 2026, a pressão por mudanças é ampla: 86% dos pesquisados afirmam que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) necessita de reformas profundas para retomar o protagonismo mundial.

Curiosamente, a culpa pela eliminação recente foi pulverizada. Apenas 14% dos torcedores apontam a gestão da CBF como a principal responsável pela queda, enquanto o desempenho dos atletas (30%), as decisões da comissão técnica (20%) e as escolhas de convocação (19%) aparecem como os fatores mais criticados.

Segundo a análise da IMO, o torcedor brasileiro ainda mantém viva a esperança baseada na tradição histórica. “Embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu protagonismo, prevalece a percepção de que o problema é conjuntural e não uma perda definitiva da capacidade do país em revelar talentos ou conquistar novos títulos”, conclui Simona.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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