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MP abre inquérito para investigar danos ambientais e riscos à saúde após vazamento de gás tóxico em Manaus

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar a fundo as responsabilidades pelo vazamento de gás estireno na fábrica da Innova, localizada no Distrito Industrial de Manaus. O acidente, ocorrido no último dia 15 de julho, gerou uma crise ambiental e sanitária, levando a promotoria a exigir relatórios detalhados sobre os danos causados e as medidas de segurança adotadas pela empresa.

Investigação rigorosa sobre os impactos

A investigação, conduzida pela 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph), busca respostas sobre a falha que causou o superaquecimento do reservatório. O MPAM determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) entreguem, em até dez dias, documentos técnicos, registros de licenciamento e relatórios de monitoramento. Paralelamente, amostras de água de igarapés próximos à fábrica já estão sendo analisadas para identificar possíveis contaminações.

Multas milionárias e histórico preocupante

A Innova enfrenta uma série de sanções pesadas. Até o momento, a empresa acumula R$ 22,4 milhões em multas aplicadas por órgãos estaduais e municipais devido à poluição do ar e do solo. Além do prejuízo financeiro, a companhia responde a um Processo Administrativo Sanitário movido pela Visa Manaus, que aponta riscos graves à saúde coletiva e pode resultar em novas penalidades.

A operação de contenção

Após seis dias de intensos trabalhos, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) conseguiu confirmar a interrupção total da emissão do gás tóxico. Com a área estabilizada, a empresa agora é obrigada a realizar a remoção controlada do tanque afetado e o descarte adequado dos resíduos químicos, sob vigilância constante dos órgãos de fiscalização. Peritos da Polícia Técnico-Científica também já iniciaram os trabalhos para esclarecer as causas da reação química espontânea dentro do reservatório.

Saúde pública: mais de 600 atendimentos

O impacto na saúde da população amazonense foi expressivo. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da rede estadual indicam que mais de 1.200 pessoas buscaram atendimento médico após a exposição ao estireno. A maioria dos pacientes apresentava problemas respiratórios e irritações na pele, sendo grande parte composta por trabalhadores do entorno do Distrito Industrial. Embora não haja mais internados, as autoridades de saúde continuam monitorando a situação e investigam dois óbitos que podem ter relação direta com o incidente.

Entenda o risco

O monômero de estireno, substância por trás do pânico, é um composto químico utilizado na produção de plásticos e isopor. A inalação deste gás pode causar irritação imediata nas vias aéreas, além de náuseas e tonturas. O vazamento, que ocorreu no fim da tarde da última quarta-feira, foi tão intenso que provocou a evacuação de um shopping center próximo à unidade industrial devido ao forte odor e ao risco de toxicidade.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

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