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Pai preso por morte de filho de 6 anos tem prisão mantida e será transferido para presídio no AM

Amazonas

Justiça mantém prisão e determina transferência

O homem acusado de causar a morte do próprio filho, Raelyson da Silva, de apenas 6 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada no último domingo (19), em Itapiranga, no interior do Amazonas. Reulist Valente Miranda, de 24 anos, será transferido para uma unidade prisional em Itacoatiara.

A decisão atendeu a um pedido conjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Ministério Público (MPAM). Informações obtidas pela reportagem indicam que o suspeito estaria sob efeito de álcool e outras substâncias entorpecentes no momento do crime. Durante a audiência, Reulist chorou e alegou desconhecer a morte da criança, afirmando acreditar que o menino ainda estava hospitalizado. O suspeito já possuía antecedentes criminais por furto, ocorrido em Manaus, em 2024.

Cronologia de uma tragédia

O caso chocou o município no último sábado (18), quando a criança deu entrada em uma unidade hospitalar local com um ferimento grave causado por arma branca nas costas. A gravidade da lesão mobilizou a equipe médica, que acionou imediatamente a 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) e a Polícia Militar. Infelizmente, o menino não resistiu ao ferimento e veio a óbito.

Contradições no depoimento

O suspeito apresentou versões contraditórias aos investigadores. Inicialmente, tentou justificar o ferimento alegando que o filho teria sofrido uma queda sobre uma faca. Posteriormente, mudou a narrativa e confessou ter arremessado uma mochila contra a criança como forma de “castigo” por desobediência.

Em seu depoimento oficial, Reulist afirmou não ter se lembrado da presença de duas facas de pescaria guardadas dentro da bolsa. Segundo ele, o impacto teria feito com que uma das lâminas atravessasse o tecido da mochila e atingisse as costas da vítima. O homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e segue à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias exatas do crime.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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