O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, convida o público a uma imersão profunda na história do Brasil através da exposição Território Inventivo Pequena África. A mostra destaca a região que abrigou o Cais do Valongo, redescoberto em 2011, e que serviu como porta de entrada para mais de um milhão de africanos escravizados nos séculos 18 e 19.
Um legado de resistência
A Pequena África não é apenas um lugar, mas um símbolo da resistência e da formação da identidade nacional. O território engloba locais fundamentais como a Pedra do Sal e o Cemitério dos Pretos Novos. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2017, o Cais do Valongo ganha agora um novo protagonismo com a exposição, que utiliza tecnologia de ponta para conectar os visitantes ao passado e ao presente dessas comunidades.
Tecnologia a serviço da memória
A experiência no Muhcab é multissensorial. Logo na entrada, os visitantes são recebidos por um ambiente sonoro que evoca a travessia atlântica. Ao longo da visita, recursos como realidade aumentada, maquetes interativas e painéis digitais permitem que o público explore trajetórias de personalidades que moldaram a cultura brasileira, como Tia Ciata, Machado de Assis, Pixinguinha, Conceição Evaristo e João Cândido.
Protagonismo e transformação
Para a equipe do museu, o objetivo central é ir além da dor da escravidão. A proposta é valorizar o protagonismo dos povos negros que ressignificaram sua história e contribuíram decisivamente para o país. Como ressalta a coordenadora educativa Nayla Rodrigues, o museu busca equilibrar a memória do sofrimento com a celebração da força e da criatividade afro-brasileira, promovendo uma reflexão necessária sobre autoestima e orgulho identitário.
Serviço
A exposição Território Inventivo Pequena África está aberta ao público de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

