Sentença histórica em Manaus
O Tribunal do Júri de Manaus impôs uma sentença rigorosa nesta semana. Fabrício Duarte Araújo e Rômulo Brasil da Costa foram condenados, cada um, a 196 anos de reclusão pelo envolvimento em um violento motim na antiga Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, ocorrido em janeiro de 2017.
Crueldade e retaliação
Os réus foram considerados culpados por quatro homicídios consumados e seis tentativas de homicídio. De acordo com o Ministério Público, a ação foi uma retaliação entre facções criminosas logo após o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). O ataque foi marcado por extrema violência, incluindo o uso de armas brancas, fogo contra as celas e mutilações.
Desdobramentos do processo
Além das condenações, o julgamento resultou na absolvição de Aílton Santos da Silva e Herrison Ilemy da Silva Lobato. Este é o terceiro julgamento de uma série de processos desmembrados devido à complexidade do caso. Enquanto os condenados deverão iniciar o cumprimento da pena imediatamente, a Justiça ainda prepara o desfecho de mais uma etapa desta ação penal que deixou uma cicatriz profunda no sistema prisional amazonense.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

