As forças militares dos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o Irã nesta segunda-feira (20), dando início ao nono dia consecutivo de bombardeios na região. A ofensiva ocorre em um cenário de tensão extrema, agravado por relatos iranianos de que dois petroleiros teriam explodido ao tentar cruzar o Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o comércio global de energia.
Confrontos regionais e escalada militar
A Guarda Revolucionária Islâmica assumiu a autoria de ataques contra posições americanas em diversos pontos do Oriente Médio, incluindo a Jordânia, o Kuwait e a Síria. Em resposta, o Comando Central dos EUA declarou que as novas investidas visam desmantelar a capacidade iraniana de ameaçar embarcações comerciais. Simultaneamente, o governo do Kuwait reportou ataques a infraestruturas civis, como usinas de dessalinização, elevando a preocupação com a segurança na região.
O impacto do conflito já reflete nos mercados internacionais, com o preço do barril de petróleo subindo 2%, ultrapassando a marca de US$ 90. O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz tem registrado quedas constantes, intensificando o temor de uma crise energética global e pressão inflacionária prolongada.
O impasse diplomático
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que os Estados Unidos manterão as operações enquanto as rotas marítimas internacionais forem alvo de ataques. “Enquanto o Irã insistir em controlar uma via navegável internacional, teremos que responder”, afirmou Rubio, mantendo, contudo, a porta aberta para uma eventual solução diplomática.
Do lado iraniano, a agência Tasnim reportou explosões em diversas cidades, como Tabriz e Chabahar, atribuídas a mísseis americanos. Teerã mantém a postura de que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” e que a região permanecerá insegura para o trânsito de recursos energéticos enquanto durar a “agressão” norte-americana.
Balanço de baixas
O conflito, que teve início em 28 de fevereiro com o objetivo declarado de neutralizar os programas nucleares e de mísseis do Irã, tem um saldo humano devastador. Milhares de mortes já foram registradas, majoritariamente no Irã e no Líbano. No campo americano, o Comando Central confirmou que o número total de militares mortos desde o começo das hostilidades chegou a 17, com mais de 420 feridos.
A situação segue em aberto, sem sinais de trégua após o colapso do acordo provisório de cessar-fogo firmado há um mês, deixando a comunidade internacional em estado de alerta máximo diante da instabilidade contínua no Oriente Médio.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

