Após 16 anos de espera, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Em uma final eletrizante neste domingo (19), em Nova Jersey, a “Fúria” superou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo. A partida, marcada por um domínio tático dos europeus durante os 120 minutos, contou com a presença ilustre de ídolos da conquista de 2010, como Casillas, Xavi e Iniesta, que testemunharam a nova geração alcançar a glória máxima.
O herói improvável
Diferente de 2010, quando Iniesta decidiu no tempo extra, o protagonista desta vez saiu do banco de reservas. Ferran Torres, atacante com passagens pelo Manchester City e atualmente no Barcelona, marcou o gol decisivo que garantiu a taça. O tento foi o ápice de uma pressão constante que a Espanha exerceu sobre a defesa argentina, especialmente após a expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do segundo tempo.
Uma seleção precoce e vitoriosa
Com uma das médias de idade mais baixas da competição (26,2 anos), a Espanha já projeta o futuro. Nomes como Gavi, Pedri e Nico Williams se consolidam como pilares de uma equipe que deve chegar forte à Copa de 2030. Lamine Yamal, aos 19 anos, tornou-se o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo Fenômeno em 1994, ratificando seu status como uma das maiores promessas do esporte na atualidade.
Recordes e o adeus de um ícone
A conquista consolidou marcas históricas para a Espanha, que se torna a primeira nação a deter, simultaneamente, os títulos mundiais masculino e feminino. Além disso, a seleção atingiu 38 jogos de invencibilidade, superando o antigo recorde da Itália. Para a Argentina, o sentimento foi de frustração, marcando a despedida de Lionel Messi das Copas. O craque, aos 39 anos, encerra sua trajetória no torneio com o título de 2022 e o posto de segundo maior artilheiro da história das Copas, com 21 gols.
Domínio total em campo
O jogo foi um exercício de paciência e volume de jogo por parte da Espanha. Embora a primeira etapa tenha sido tensa e com poucas finalizações, a Fúria ditou o ritmo no segundo tempo. A Argentina, acuada, apostou na solidez defensiva e nas intervenções salvadoras do goleiro Dibu Martínez para tentar levar a decisão aos pênaltis. A resistência, contudo, ruiu logo no início do segundo tempo da prorrogação, quando Ferran Torres aproveitou uma assistência de Nico Williams para balançar a rede.
Pressão final e o título
Nos momentos finais, mesmo com um homem a menos, a Argentina tentou o abafa em busca do empate, mas a organizada defesa espanhola — a menos vazada do torneio — garantiu a vitória. O apito final confirmou a supremacia espanhola no ciclo atual e marcou o início de uma nova era para o futebol do país, que agora celebra, com justiça, o seu segundo título mundial.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

