A venda de mel adulterado tem se tornado um problema crescente, não apenas para o bolso do consumidor, mas também para os apicultores locais que sofrem com a concorrência desleal. Misturas que levam açúcar, amido, corantes e essências artificiais são usadas para aumentar o volume do produto, comprometendo a qualidade e os benefícios nutricionais do mel puro.
Riscos à saúde e ao mercado
A zootecnista e professora da Escola Agrotécnica da UFRR, Sheron Barbosa, alerta que o impacto vai muito além do financeiro. Além de prejudicar a economia do setor, o consumo de mel falsificado representa um risco direto à saúde, já que o consumidor acaba ingerindo substâncias desconhecidas que podem causar reações adversas.
Como identificar o mel puro em casa?
Para não ser enganado, existem testes simples que podem ser realizados em casa:
Cristalização: Não se assuste se o mel cristalizar. Este é um processo natural e um forte indicativo de pureza, ao contrário do que muitos pensam. A mudança de textura ocorre devido à concentração de açúcares naturais.
Teste da água: Coloque uma colher de mel em um copo com água. O mel puro é denso e tende a ir para o fundo sem se dissolver rapidamente, enquanto o produto adulterado costuma se misturar à água quase imediatamente.
Teste do iodo: Misture partes iguais de mel e água e adicione duas gotas de tintura de iodo. Se a mistura escurecer drasticamente, ficando próxima à cor preta, é um sinal de presença de amido, indicando que o produto não é puro.
Fique atento antes de comprar
A melhor forma de se prevenir é a atenção redobrada no ato da compra. Sempre verifique o rótulo, a lista de ingredientes e, principalmente, se o produto possui o selo de inspeção sanitária. Caso suspeite de irregularidades, não hesite em denunciar aos órgãos de defesa do consumidor, como a Vigilância Sanitária ou o Procon, garantindo que o mercado regional mantenha a qualidade e a segurança para todos.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

