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Crise Global: Ajuda a nações pobres sofre corte recorde de 23,1% em 2025

Brasil e Mundo Economia

Um cenário de retração sem precedentes

O cenário geopolítico global enfrenta um choque de investimentos. O volume de ajuda financeira destinada por nações desenvolvidas a países em desenvolvimento e instituições multilaterais sofreu uma queda drástica de 23,1% na transição de 2024 para 2025. Este é o maior corte registrado na história, consolidando uma tendência preocupante de redução pelo segundo ano consecutivo.

O peso dos gigantes

Embora o Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (CAD) reúna 33 nações, a responsabilidade pela queda recai sobre os maiores doadores. França, Alemanha, Japão, Reino Unido e, principalmente, os Estados Unidos, foram responsáveis por quase 96% do montante retirado. A postura da gestão de Donald Trump, marcada por uma guinada anti-multilateralista, foi decisiva: apenas os EUA foram responsáveis por 75% da redução global.

Defesa e Energia: as novas prioridades

O relatório do Brics Policy Center, vinculado à PUC-Rio, aponta uma mudança drástica nas prioridades orçamentárias das grandes potências. Com a instabilidade gerada pela Guerra da Ucrânia, os países têm redirecionado verbas antes destinadas ao desenvolvimento humano para reforçar seus sistemas de defesa e segurança energética. Como resultado, investimentos em energia na União Europeia praticamente dobraram na última década.

Impacto humanitário e alerta para o futuro

O custo dessa reorientação estratégica é humano e alarmante. Dados da Oxfam citados no estudo estimam que os cortes de 2025 poderiam estar ligados a quase 700 mil mortes adicionais. Caso a tendência de queda se mantenha, o número de vítimas até 2030 pode ultrapassar 9 milhões. A África Subsaariana emerge como a região mais vulnerável, enfrentando uma redução severa que compromete programas essenciais de subsistência e desenvolvimento.

O caso da Ucrânia

Enquanto a ajuda global diminui, a Ucrânia permanece como uma exceção estratégica. Mesmo com a redução drástica do apoio americano, o suporte financeiro de 23 países e da União Europeia mantém o país como o maior recebedor individual de auxílio na história, superando todo o montante destinado coletivamente aos 44 países classificados como menos desenvolvidos pela ONU.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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