O estado do Rio de Janeiro trava uma batalha complexa para equilibrar suas contas públicas. O governador em exercício, Ricardo Couto, revelou que a dívida acumulada pelo estado junto a instituições financeiras já atinge a marca de R$ 26 bilhões. O anúncio foi feito após uma reunião estratégica em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Foco na sustentabilidade financeira
O objetivo do governo fluminense é claro: buscar um reescalonamento dos débitos com juros mais baixos, permitindo uma gestão mais eficiente do caixa estadual. Segundo Couto, o governo federal tem demonstrado abertura para discutir alternativas que garantam a saúde fiscal do Rio sem a necessidade de novas garantias diretas do Tesouro Nacional.
Além do Propag
Embora o estado já tenha aderido ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) — que reduziu drasticamente o passivo com a União e estendeu prazos de pagamento até 2056 —, a renegociação bancária surge como um segundo pilar essencial para a recuperação econômica. O governador ressaltou que a estratégia envolve uma reestruturação profunda do passivo bancário, visando aliviar o peso das parcelas mensais.
Desafios e investigações
O cenário é agravado por pendências tributárias de grande porte, como as envolvendo o Grupo Refit, apontado como um dos maiores devedores do país e alvo de investigações por fraudes fiscais. Enquanto busca organizar o passivo, o Rio de Janeiro mantém o compromisso de aplicar 1% do saldo devedor em áreas críticas como educação, infraestrutura e segurança, como contrapartida aos acordos de socorro financeiro celebrados com a União.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

