Uma sucessão de falhas
O sistema prisional voltado para policiais militares no Amazonas vive um período crítico. Em pouco mais de seis meses, a unidade que deveria ser referência de custódia foi palco de fugas, operações policiais internas e, mais recentemente, uma rebelião que manteve quatro agentes como reféns na zona rural de Manaus.
Fugas e investigações
O cenário de instabilidade começou em 27 de fevereiro, quando 23 policiais deixaram o antigo núcleo prisional, na Zona Norte. Embora o retorno tenha ocorrido poucas horas depois, o caso desencadeou a ‘Operação Sentinela’, que resultou na prisão de outros policiais e até do então comandante da unidade, acusados de facilitar a saída dos detentos.
Mudança de unidade e tensão
Em 12 de maio, a Secretaria de Segurança Pública tentou reverter a crise transferindo 71 detentos para um novo prédio na BR-174. A movimentação, porém, foi marcada por protestos de familiares e não foi suficiente para apaziguar os ânimos, culminando no motim ocorrido entre a última terça-feira (1º) e a madrugada de quarta-feira (2).
Negociação e desfecho
Durante a rebelião, os internos destruíram celas e câmeras de monitoramento, exigindo regalias e a transferência para o antigo núcleo. A situação exigiu uma força-tarefa com cerca de 120 agentes de unidades de elite, como o Bope e a Rocam, para retomar o controle da unidade e libertar os quatro policiais mantidos reféns. O caso segue sob rigorosa investigação das autoridades e do Ministério Público.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

