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Cirurgias plásticas de mama pelo SUS saltam mais de 50% em uma década

Brasil e Mundo

Expansão no acesso à saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um avanço significativo na oferta de cirurgias plásticas mamárias. Dados recentes apontam um crescimento de 54,3% no volume desses procedimentos entre 2016 e 2025, saltando de 9 mil para mais de 14,2 mil operações anuais. O levantamento, apresentado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ), reflete a importância dessas intervenções para a saúde pública.

Superação de desafios

O período analisado incluiu o ano de 2020, quando o auge da pandemia de Covid-19 causou uma queda brusca nas cirurgias, reduzindo o número para 4.547 operações. A retomada nos anos seguintes mostra um esforço do sistema para normalizar e ampliar o atendimento a pacientes que dependem do SUS para reconstrução e correções estruturais.

Foco em saúde e qualidade de vida

É importante destacar que a grande maioria das intervenções — cerca de 82% do total — não possui caráter puramente estético. O foco principal tem sido a correção de deformidades congênitas, assimetrias acentuadas, hipertrofia que causa dores crônicas, além da essencial reconstrução mamária pós-mastectomia, procedimento vital para mulheres em recuperação de câncer.

Desigualdade regional

Apesar do crescimento nacional, os dados escancaram a centralização dos serviços. O Sudeste concentra mais da metade das internações (56,1%), com São Paulo liderando o ranking nacional. Em contraste, a Região Norte apresenta um cenário desafiador, com 3.022 internações registradas no mesmo período, evidenciando a necessidade de descentralizar o acesso a esses procedimentos essenciais para a saúde da mulher brasileira.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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