Novos padrões de segurança
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas diretrizes para elevar o padrão de segurança sanitária em aeroportos e voos comerciais em todo o país. A medida, que moderniza normas que estavam em vigor desde 2002, visa alinhar os procedimentos brasileiros às demandas globais de vigilância em saúde. A Resolução nº 1.038, publicada recentemente, entra em vigor em 150 dias.
Gestão da qualidade obrigatória
Um dos pontos principais da nova norma é a implementação de sistemas de gestão da qualidade. Aeroportos de maior fluxo (classes III e IV) e empresas aéreas que operam com sistemas hidráulicos e banheiros deverão adotar planos rigorosos que incluem auditorias, qualificação de fornecedores e capacitação constante das equipes. As empresas terão até 24 meses para adaptação total, com prazos reduzidos para treinamentos e documentação.
Exigências para o setor
A norma exige foco total em áreas críticas como o fornecimento de água potável, controle de pragas, limpeza de terminais e gestão de resíduos sólidos. Nas aeronaves, o foco se estende ao controle sanitário rigoroso dos alimentos servidos, limpeza profunda dos espaços e prevenção de pragas a bordo. Além disso, cada companhia deverá manter planos específicos para cada uma dessas frentes de atuação.
Prontidão para emergências
O texto traz ainda protocolos atualizados para o enfrentamento de emergências sanitárias. Em situações de crises nacionais ou internacionais, os operadores aeroportuários e companhias aéreas deverão adaptar suas operações instantaneamente conforme as diretrizes emitidas pelas autoridades. Aeroportos que desejam iniciar operações internacionais agora passam por um crivo ainda mais rígido, com inspeções presenciais obrigatórias antes da autorização final da Anvisa.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

