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Operação Lívia: Polícia desarticula rede criminosa que induzia menores ao suicídio na internet

Brasil e Mundo

Uma tragédia que acende o alerta nacional

O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou os detalhes da Operação Lívia, uma força-tarefa coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com o suporte tecnológico do Ciberlab. A ação desarticulou uma organização criminosa que utilizava o ambiente virtual para coagir crianças e adolescentes a cometerem atos de violência extrema contra animais, automutilação e, em casos extremos, o suicídio.

O caso que revelou o horror

As investigações ganharam força após o suicídio de uma adolescente de 13 anos, transmitido ao vivo por cerca de 45 minutos em um grupo no Discord. Antes da tragédia, a vítima foi submetida a um intenso processo de tortura psicológica, sendo coagida pelos criminosos a praticar maus-tratos contra um animal de estimação. O caso chocou o país e expôs a vulnerabilidade de jovens em comunidades digitais desprotegidas.

Prisões e desdobramentos pelo Brasil

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Entre os suspeitos identificados, encontram-se cinco menores de idade e um jovem de 18 anos. Surpreendentemente, a liderança do grupo é atribuída a um adolescente de apenas 14 anos, apreendido no Rio de Janeiro. A polícia também investiga a participação de um estudante seminarista em Pernambuco.

Falha das plataformas e o ECA Digital

As autoridades foram enfáticas ao apontar a negligência do Discord e do Telegram. O Secretário Nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes, afirmou que as empresas descumpriram normas fundamentais do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). Entre as falhas apontadas, destacam-se a ausência de verificação de idade dos usuários e a demora — ou omissão — em interromper transmissões de conteúdo ilícito e comunicar as autoridades.

Um chamado à vigilância parental

O Ministério da Justiça reforça que a responsabilidade pela segurança online é compartilhada. Em um cenário onde redes sociais falham em seus mecanismos de proteção, o acompanhamento próximo dos pais e responsáveis tornou-se a primeira linha de defesa contra predadores virtuais. A Polícia continua trabalhando para identificar outras vítimas e evitar que novos atos de violência sejam executados em transmissões agendadas pelo grupo.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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