O Ministério da Saúde emitiu um alerta importante sobre o risco de reintrodução do sarampo no Brasil. Com o aumento do fluxo de viajantes internacionais, especialistas reforçam que a prevenção é a única maneira eficaz de conter o avanço da doença, que é altamente contagiosa e pode trazer complicações graves.
O que é o sarampo e como ele se espalha?
O sarampo é uma doença infecciosa transmitida pelo ar através de tosse, espirros ou até mesmo da fala. Sua capacidade de propagação é alarmante: uma pessoa infectada pode contaminar cerca de 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade. O vírus permanece ativo no ambiente, exigindo atenção redobrada em locais com aglomerações.
Sintomas de alerta
Identificar os sinais precoces é fundamental. O paciente costuma apresentar febre alta, tosse seca e conjuntivite. As manchas vermelhas, características da doença, surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se gradualmente pelo corpo. Em crianças menores de 5 anos, a febre persistente é um sinal de alerta que exige busca imediata por atendimento médico.
Riscos e complicações
Longe de ser uma enfermidade simples, o sarampo pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, otite com risco de perda auditiva e, em casos mais severos, encefalite ou até o óbito. Não existe tratamento específico para o vírus; por isso, a assistência médica foca no alívio dos sintomas e na hidratação, sendo o uso de antibióticos indicado apenas para infecções secundárias.
A vacinação: seu maior escudo
A vacinação é a única forma de prevenção. O SUS disponibiliza as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (que inclui varicela). É essencial verificar a carteira de vacinação: o esquema básico prevê duas doses a partir dos 12 meses de vida. Adultos até 59 anos que não possuem comprovação de imunização devem procurar uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal, garantindo proteção coletiva e individual.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

