A partir desta segunda-feira (24), uma mobilização nacional busca dar um novo fôlego à esperança de milhares de famílias brasileiras. Uma força-tarefa em todos os estados do país e no Distrito Federal promove a coleta de material genético de parentes de pessoas desaparecidas, visando alimentar o banco de dados que auxilia na identificação de vítimas.
Como participar da ação
A iniciativa, que chega à sua quarta edição através de uma parceria entre o governo federal e as secretarias de segurança pública, disponibilizou 334 postos de atendimento espalhados pelo território nacional. A campanha segue até a próxima sexta-feira (28) e busca ampliar o alcance do Banco Nacional de Perfis Genéticos.
A importância da doação
A coleta de DNA é um passo fundamental para o confronto de perfis genéticos. Ao fornecer o material, as famílias aumentam as chances de sucesso na identificação de pessoas encontradas vivas, mas sem identificação, ou de corpos que aguardam reconhecimento em institutos de medicina legal. A coleta é gratuita, indolor e realizada de forma simples.
Quem deve comparecer
Para otimizar os resultados, o Ministério da Justiça orienta que familiares de primeiro grau — como pai, mãe, irmãos ou filhos — compareçam aos pontos de coleta. É indispensável levar um documento de identificação pessoal e as informações referentes ao Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como o número do documento, o estado onde foi registrado e a delegacia responsável.
Sigilo e resultados
A ação é uma das ferramentas mais eficazes para solucionar casos de longa data. Caso o banco de dados identifique uma compatibilidade genética entre o material doado e algum registro de pessoa encontrada, as autoridades entrarão em contato direto com a família do doador para informar sobre os próximos passos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

