A manhã desta quinta-feira (20) foi marcada por um verdadeiro nó no trânsito de Manaus. Motoristas do transporte especial que atendem o Polo Industrial de Manaus (PIM) iniciaram uma paralisação em pelo menos 12 pontos estratégicos da capital, causando congestionamentos quilométricos e deixando centenas de trabalhadores impossibilitados de chegar às fábricas.
Reivindicações e impasse salarial
O movimento, liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), surge após a categoria rejeitar uma proposta de reajuste salarial de apenas 3%. Os motoristas exigem melhores condições de trabalho, um auxílio-alimentação digno e a redução da jornada laboral, alegando perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.
Pontos críticos na cidade
A mobilização parou importantes vias de Manaus. Entre os locais mais afetados estão o entorno da Bola da Suframa, a Avenida Torquato Tapajós, a Avenida dos Buritis e a Avenida Rodrigo Otávio. Em todos esses pontos, filas de ônibus fretados ocuparam as faixas de rolamento, travando o fluxo de veículos e pegando de surpresa os operários que dependem do transporte para bater o ponto.
Prejuízos à produção
O impacto da paralisação vai além do trânsito. O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) destacou que a ausência dos colaboradores prejudica diretamente a linha de montagem das empresas. Em nota, o órgão reforçou a necessidade urgente de diálogo entre o Sifetran e os motoristas para evitar que os prejuízos econômicos se agravem. Enquanto isso, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) mantém equipes nas ruas para monitorar o tráfego e tentar minimizar os danos à mobilidade urbana.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

