Enquanto o Amazonas enfrenta um cenário desafiador na educação pública, ocupando a última posição no ranking nacional do Ensino Médio, um grupo de unidades escolares vai na contramão das estatísticas e celebra resultados expressivos. Dados recentes do Ministério da Educação (MEC) apontam que 38 escolas da rede estadual conseguiram superar a média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Destaques positivos e o contraste educacional
Mesmo com o estado registrando uma média de 3,8 pontos — empatado com Roraima e abaixo dos 4,5 nacionais —, o desempenho de excelência de instituições específicas chama a atenção. Em Manaus, a Escola Estadual Professora Jacimar da Silva Gama e a EETI Marcantonio Vilaça II alcançaram a marca de 6,0 pontos. Outros exemplos de sucesso incluem o IFAM Campus Avançado Manacapuru (5,7) e a Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo (5,5).
O gargalo do Ensino Médio e a realidade das salas de aula
Apesar desses oásis de qualidade, o quadro geral revela obstáculos estruturais profundos. O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) destacou que estudantes amazonenses ainda apresentam dificuldades significativas em competências básicas, como a interpretação de textos complexos e a resolução de problemas matemáticos que exigem raciocínio lógico em porcentagem e funções.
Investigações e desafios na gestão pública
O desempenho educacional no Amazonas é acompanhado por um contexto crítico de fiscalização. Relatórios recentes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) apontaram irregularidades em contratos, falhas na logística de merenda escolar e problemas no transporte de alunos, que somariam um impacto de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Enquanto os dados mostram que o Amazonas ainda luta para atingir a média nacional em todas as etapas da educação básica, a busca por melhorias continua sendo o principal desafio para a política pública estadual.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

