Caixa Econômica lucra R$ 3,9 bi no segundo trimestre com impulso do crédito imobiliário

Brasil e Mundo

A Caixa Econômica Federal apresentou um resultado positivo no segundo trimestre de 2026, consolidando sua força no mercado nacional. O banco estatal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões, o que representa um crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado e uma alta expressiva de 12,4% quando comparado ao primeiro trimestre deste ano.

Financiamento habitacional na liderança

O motor desse desempenho continua sendo o crédito imobiliário. Com uma participação de mercado que beira os 68%, a Caixa atingiu a marca de R$ 1 trilhão em saldo na carteira habitacional, um salto de 15% em 12 meses. Somente entre abril e junho, foram R$ 137,6 bilhões em novas contratações, reforçando o papel essencial do banco no acesso à casa própria pelos brasileiros.

Alerta com a inadimplência

Nem tudo são flores no balanço apresentado. A instituição viu o índice de inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) subir para 3,64%. O setor que mais preocupa é o agronegócio, onde o índice de calotes saltou de 7,02% para 20,74% em um ano. Em resposta ao cenário de maior risco, o banco precisou reforçar sua reserva de segurança: as provisões para perdas com crédito chegaram a R$ 6,97 bilhões, um aumento de 97,6% na comparação anual.

Desafios na rentabilidade

Apesar da expansão na margem financeira, que alcançou R$ 19,7 bilhões, a rentabilidade do banco sofreu pressão. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) ficou em 9,16%, uma queda de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025. O cenário reflete um equilíbrio delicado entre a manutenção da oferta de crédito em larga escala e a necessidade de absorver os impactos de uma inadimplência crescente em setores específicos.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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