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Sob pressão popular, Milei recua e retira venda de áreas queimadas de projeto no Senado

Brasil e Mundo

Derrota na Casa Rosada

O governo de Javier Milei sofreu um importante revés político no Senado argentino nesta quinta-feira (6). Sob forte pressão das ruas e protestos que tomaram o entorno do Legislativo, a administração argentina decidiu retirar do pacote de reformas o capítulo que permitia a venda de terras em áreas atingidas por incêndios florestais.

Um cenário de resistência

Esta é a segunda derrota da semana para a Casa Rosada. Além da questão ambiental, o governo foi forçado a remover um dispositivo que facilitava a aquisição de terras por estrangeiros. Ambas as pautas faziam parte da chamada ‘Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada’, projeto central para a agenda econômica do governo.

Combate à especulação

A legislação atual, vigente desde 2020, proíbe a negociação comercial de áreas de vegetação nativa ou úmida por até 60 anos após focos de incêndio. A medida serve como um escudo contra a especulação imobiliária, impedindo que criminosos utilizem o fogo para limpar o terreno e abrir espaço para novos empreendimentos. O governo argumentava que os prazos eram excessivos, mas ativistas alertam que a flexibilização incentivaria a devastação ambiental.

Clima de tensão

A votação foi marcada por um cenário de caos. Manifestantes e forças de segurança entraram em confronto direto em meio a uma chuva intensa, com relatos de uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra a multidão. Profissionais da imprensa também foram atingidos pela repressão, acirrando os ânimos em uma semana marcada por crises políticas e sociais na Argentina.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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