A produção de cachaça no Brasil vive um momento de forte expansão. Segundo dados do Anuário da Cachaça, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país encerrou o último ano com 1.583 estabelecimentos registrados na cadeia produtiva, o que representa um salto de 21% em relação a 2024. Este é o maior crescimento do setor desde 2018, consolidando um avanço de 61% no período de seis anos.
Onde a cachaça cresce mais
O setor engloba desde a produção propriamente dita até processos de padronização, envase e distribuição em atacado. A Região Sudeste lidera o ranking nacional, concentrando 961 estabelecimentos, com destaque absoluto para Minas Gerais e São Paulo. Ao todo, 844 municípios brasileiros já contam com pelo menos um estabelecimento regularizado pelo Mapa. Entre as cidades, Salinas (MG) destaca-se no topo da lista, seguida por Alto Rio Doce (MG) e Viçosa do Ceará (CE).
Exportações em alta
O mercado internacional também tem olhado para a nossa bebida típica com mais interesse. Em 2025, a cachaça chegou a 76 países, com um volume exportado de quase 8 milhões de litros, um aumento de 19,4% frente ao ano anterior. Enquanto os Estados Unidos lideram em valor movimentado, o Paraguai se destaca como o maior importador em volume de litros.
Segurança e o perigo da falsificação
Apesar do otimismo, o Ministério da Agricultura faz um alerta severo: é ilegal produzir ou comercializar cachaça sem o devido registro. O consumo de produtos clandestinos representa um risco gravíssimo à saúde, com histórico recente de casos fatais envolvendo adulteração por metanol. As autoridades reforçam que, ao comprar, o consumidor deve sempre verificar o selo de registro do Mapa no rótulo, garantindo a procedência e a segurança da bebida.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

