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Violência contra povos indígenas dispara em 2025 com 258 assassinatos; Amazonas lidera números preocupantes

Brasil e Mundo

Um relatório alarmante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) revelou que 258 indígenas foram assassinados no Brasil ao longo de 2025, um aumento significativo em relação aos 211 casos registrados no ano anterior. O levantamento coloca o Amazonas entre os estados mais afetados pela onda de violência, evidenciando a fragilidade e os desafios constantes enfrentados pelos povos originários.

Cenário de insegurança e conflitos

O documento aponta que a insegurança enfrentada pelos povos indígenas não é isolada. Ela está intrinsecamente ligada à luta incessante pela terra, à vulnerabilidade das comunidades e à persistência de invasões ilegais em territórios demarcados. Além do aumento nas mortes, o Cimi destaca o crescimento preocupante de suicídios e altos índices de mortalidade infantil por causas evitáveis, como desnutrição e falta de saneamento básico.

Amazonas e Roraima no topo das estatísticas

Os números refletem uma realidade cruel. Em 2025, o Amazonas registrou 47 assassinatos, ficando atrás apenas de Roraima. No que diz respeito à saúde e bem-estar, a situação é ainda mais grave: o estado lidera o número de óbitos de crianças de até 4 anos, com 306 registros, e também encabeça as estatísticas de suicídios, com 77 casos contabilizados.

O peso do marco temporal

O relatório sublinha que a violência é agravada pelo impasse jurídico em torno da Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023). Segundo a análise, a morosidade do Poder Judiciário em definir a constitucionalidade da lei e a pressão econômica para a exploração de minérios, gás e petróleo em terras indígenas têm sido combustível para o aumento dos conflitos territoriais. Enquanto a regularização fundiária caminha a passos lentos, centenas de terras continuam pendentes de providências, deixando os povos isolados e aldeados sob constante ameaça.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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