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Vice-governador do AM diz que Estado pagou dívida de R$ 18 milhões por Passe Livre Estudantil: ‘assunto encerrado’

Amazonas Política

O Governo do Amazonas anunciou, na noite desta terça-feira, o pagamento de R$ 18 milhões destinados a quitar seis meses de pendências do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual em Manaus. O valor foi depositado na conta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM).

“Assunto encerrado”

A confirmação foi feita pelo vice-governador Serafim Corrêa, que utilizou suas redes sociais para divulgar o comprovante da operação. “Fizemos a nossa parte. Assunto encerrado”, declarou. Segundo o vice-governador, o montante cobre o período de fevereiro a julho de 2026 e o Estado não reconhece a dívida milionária de R$ 44 milhões alegada pelo sindicato das empresas.

Embora o Sinetram tenha vinculado a falta de repasses à instabilidade do serviço e à ameaça de suspensão da gratuidade, o governo estadual reforçou que os atrasos não são o motivo da greve dos rodoviários, que reivindicam o pagamento de salários da categoria.

Prefeitura de Manaus se posiciona

Em meio ao embate, a Prefeitura de Manaus também se manifestou. O prefeito Renato Júnior garantiu que o município está com todos os pagamentos de 2026 em dia, totalizando R$ 284 milhões repassados ao sistema de transporte este ano. O prefeito enfatizou que não permitirá a retirada do passe livre para os estudantes da rede pública.

No entanto, a situação financeira do setor é complexa. O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) admitiu que, do total de R$ 150,4 milhões cobrados pelo Sinetram referentes a 2025, cerca de R$ 59 milhões são de responsabilidade da Prefeitura, enquanto os outros R$ 91 milhões caberiam ao Estado.

O impasse do valor da tarifa

O centro da disputa jurídica e financeira reside no cálculo do benefício. O Estado defende o pagamento de R$ 2,50 por passagem — valor da meia-tarifa estudantil — amparado por uma decisão judicial de 2025. Já o Sinetram exige o repasse baseado na tarifa técnica, que cobre o custo de operação do sistema e hoje supera os R$ 8.

Greve dos rodoviários continua

Enquanto o governo e as empresas divergem sobre números, o usuário do transporte público em Manaus continua sofrendo as consequências da paralisação iniciada na última segunda-feira (20). A greve dos rodoviários, motivada por atrasos salariais, foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-11), que ordenou a manutenção de uma frota mínima. Até o momento, o sistema segue operando parcialmente, mantendo apenas 50% dos ônibus em circulação fora dos horários de pico.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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