Entenda a medida contra o viés político nas redes
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implementou uma norma estratégica para as eleições, proibindo que os algoritmos das redes sociais recomendem perfis de candidatos automaticamente. A regra, aprovada em 2024, visa impedir que gigantes da tecnologia (as chamadas bigtechs) desequilibrem a balança eleitoral ao favorecer ou prejudicar nomes por meio de critérios automatizados, mantendo a igualdade na disputa.
Tensões com Washington
A medida, que já está em vigor, gerou mal-estar internacional. A subsecretária de diplomacia pública dos EUA, Sarah B. Rogers, endossou uma crítica da plataforma X, classificando a decisão brasileira como “censura”. Por outro lado, especialistas em direito eleitoral consideram a reação americana infundada, ressaltando que a resolução não impede candidatos de postarem conteúdos, mas apenas veta a indução algorítmica.
Equilíbrio e Lisura no pleito
Especialistas explicam que a proibição busca combater a assimetria informativa. O advogado Alberto Rollo reforça que a norma está estritamente alinhada à Constituição, sendo um mecanismo necessário para garantir que nenhuma plataforma possa, por interesse comercial ou técnico, manipular o alcance de candidaturas. O impulsionamento pago continua permitido, desde que dentro dos limites legais, embora especialistas alertem para a necessidade de maior transparência nas métricas dessas entregas.
O combate à influência da IA
Além da restrição geral, o TSE endureceu as regras para o uso de Inteligência Artificial. Chatbots e sistemas automatizados estão proibidos de emitir opiniões, indicar preferências eleitorais ou realizar qualquer tipo de ranqueamento de candidatos. A medida é vista como um passo fundamental para mitigar o impacto da desinformação e garantir que o voto do eleitor não seja influenciado por vieses técnicos das ferramentas digitais.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

