De olho nas eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou a robustez e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro. Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do órgão, destacou que o processo de totalização é descentralizado e aberto, permitindo que cada etapa seja auditada pelos mecanismos de controle da própria Justiça Eleitoral.
Do boletim à rede segura
O fluxo de apuração começa ainda na seção eleitoral. Assim que as urnas são encerradas, o Boletim de Urna (BU) é impresso e fixado no local, garantindo que o cidadão possa conferir o resultado ali mesmo. Posteriormente, os dados criptografados são transmitidos por canais seguros, onde passam por rigorosas verificações digitais antes de serem integrados à contagem final.
Segurança contra desinformação
Refutando críticas sobre possíveis vulnerabilidades, Valente reforçou que, desde 1996, não há um único registro de fraude comprovada no sistema. O secretário comparou a modernidade da urna ao antigo modelo de cédulas de papel, que sofria com falhas e manipulações históricas. Além disso, a biometria atua como uma barreira extra, assegurando que apenas o eleitor legítimo possa exercer o seu direito ao voto.
Fiscalização constante
A transparência é garantida pela ampla participação de partidos e entidades fiscalizadoras. Atualmente, o sistema oferece cerca de 40 oportunidades de auditoria durante todo o pleito. Para o TSE, a abertura do processo para acompanhamento externo é a chave para manter o modelo brasileiro como um dos mais modernos e seguros do mundo, consolidando a democracia nas urnas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

