O Amazonas registra atualmente o menor efetivo de policiais penais em atividade no país, contando com apenas 39 agentes. Os dados foram revelados pela 2ª edição do estudo ‘Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil’, publicado nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Modelo de gestão e terceirização
Embora o número seja baixo, o estado não apresenta um déficit oficial, já que o quadro previsto em lei é de 35 cargos, resultando em uma taxa de ocupação de 111,4%. O relatório do FBSP, contudo, alerta que esses números são incompatíveis com o tamanho real do sistema prisional amazonense e precisam de uma análise mais profunda junto aos órgãos estaduais.
Polícia Militar assume papel central
O cenário no Amazonas difere radicalmente de outros estados, como São Paulo, que possui mais de 20 mil policiais penais. Enquanto estados como São Paulo mantêm o controle estatal direto, o Amazonas aposta em um modelo de gestão que combina a terceirização de serviços internos — como alimentação e saúde — com o apoio da Polícia Militar na segurança e escolta de detentos.
Desafios estruturais
Atualmente, os 39 policiais penais em atividade no estado são servidores remanescentes de concursos realizados antes da formalização da categoria como órgão de segurança pública. O estudo aponta que o Amazonas e São Paulo representam os extremos da gestão prisional brasileira, sendo a terceirização uma regra estrutural no Amazonas, enquanto a segurança interna ainda depende fortemente da atuação militar.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

