O Porto de Santana, no Amapá, consolidou-se como um dos principais nós logísticos para a exportação da soja produzida no Brasil. Com uma localização privilegiada, o terminal tornou-se a rota preferencial para produtores do Centro-Oeste, que buscam otimizar o transporte e reduzir custos operacionais no escoamento para o mercado internacional.
Crescimento exponencial
Os números refletem o sucesso dessa estratégia logística. Enquanto em 2021 a movimentação de grãos no terminal somava 200 mil toneladas, a expectativa para 2026 é atingir a marca de 1,4 milhão de toneladas. De acordo com a administração do porto, cerca de 97% desse volume é proveniente do Mato Grosso, reafirmando o terminal amapaense como um braço fundamental para o agronegócio nacional.
Redução de custos e eficiência
A grande vantagem competitiva do Porto de Santana reside na economia de transporte. A rota permite que a carga percorra menores distâncias terrestres, reduzindo os custos logísticos em até 30%. Além disso, a ausência de filas para navios e a modernização da estrutura — que inclui um novo shiploader e silos com capacidade para 54 mil toneladas — tornam o terminal uma alternativa ágil e eficiente.
A força da produção local
O avanço logístico caminha lado a lado com o fortalecimento da agricultura no próprio Amapá. A expectativa é que a safra de 2026 no estado alcance quase 32 mil toneladas, um crescimento de 20% em comparação ao ciclo anterior. Com o apoio do licenciamento ambiental, o setor de grãos se expande, trazendo tecnologia e produtividade para a região e consolidando o estado no mapa da produção nacional de soja.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

