Mudança de estratégia
Em uma reviravolta no julgamento que movimenta o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria-Geral da República (PGR) endureceu o tom nesta quinta-feira (6). Durante sustentação oral, a acusação pediu formalmente a perda do cargo do ministro Marco Buzzi, afastado desde fevereiro sob acusação de importunação sexual. O posicionamento marca uma guinada em relação ao que havia sido defendido anteriormente, quando a PGR cogitava a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais.
Entenda as denúncias
O ministro responde a dois processos graves. O primeiro refere-se à denúncia de uma jovem, filha de amigos da família, que alega ter sido assediada por Buzzi durante uma estadia em sua casa de praia. O segundo caso envolve uma servidora do próprio tribunal, que relatou ter sofrido assédio dentro do gabinete de trabalho. O magistrado, que ocupou o cargo por 14 anos, nega veementemente qualquer conduta criminosa.
Julgamento sob sigilo
O processo corre a portas fechadas no plenário do STJ. Com o julgamento ainda em curso, o ministro afastado acompanha os debates ao lado de seus advogados. A definição do destino de Buzzi no tribunal é aguardada com expectativa, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) alterou recentemente as regras sobre punições máximas para magistrados. Vale ressaltar que, independentemente do veredito desta fase, ambas as partes ainda poderão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

