Em uma cena rara e marcante no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), o pedreiro Edilson Takahara roubou a cena ao realizar sua própria sustentação oral durante o julgamento de um processo trabalhista. Sem representação jurídica, ele se preparou estudando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para defender o reconhecimento de seu vínculo empregatício em uma obra na capital amazonense.
Superação e preparo
Durante os dez minutos de fala, Edilson superou o nervosismo e os julgamentos externos para apresentar argumentos lógicos e fundamentados. Ele contestou a tese da empresa, que alegava tratar-se de serviço autônomo, e detalhou a rotina de trabalho que provava a existência de uma relação formal de emprego.
Elogios da bancada
A performance foi tão impressionante que arrancou elogios dos desembargadores. O relator do caso, Sandro Nahmias Melo, chegou a brincar com o trabalhador: ‘Pode mudar de profissão, porque a lógica dos seus argumentos é superior a muitas sustentações que ouvimos aqui’.
Justiça cidadã
O magistrado Audari Matos Lopes também enalteceu a atuação do pedreiro, destacando a importância da Justiça do Trabalho como um espaço de cidadania acessível a todos. A sessão foi encerrada com votos unânimes em favor do trabalhador, consolidando não apenas uma vitória judicial, mas um exemplo de protagonismo e conhecimento dos próprios direitos.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

