Durante a cerimônia de encerramento do festival Bonito CineSur, no Mato Grosso do Sul, o renomado ator Paulo Betti levantou uma bandeira urgente para o setor cultural brasileiro: a necessidade imediata de regulamentar as plataformas de streaming que operam no país.
Justiça na remuneração
Para o artista, a atual atuação das gigantes do setor é desequilibrada. Betti enfatizou que é inaceitável que essas empresas explorem o mercado brasileiro sem oferecer uma contrapartida justa. “O streaming não pode entrar aqui e não pagar nada, não ter nenhum imposto, não ter nenhuma retribuição para a nossa indústria”, declarou.
Defesa do audiovisual
O ator defende que a regulamentação é um passo fundamental para proteger a identidade cultural do Brasil. Segundo ele, o modelo deve garantir direitos autorais e uma remuneração digna para os profissionais locais, além de exigir que essas companhias contribuam financeiramente para o fomento de novas produções nacionais.
O que diz a lei
O debate ganha força enquanto o Congresso Nacional discute um projeto de lei voltado ao setor. A proposta em pauta prevê a cobrança da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) sobre os serviços de vídeo sob demanda, além da implementação de cotas para conteúdos produzidos no Brasil e incentivos específicos para obras independentes, visando um mercado mais equilibrado e fortalecido.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

